Notícias para quem usa mercurial
- No dia 2 de dezembro foi lançada a nova versão do Mercurial, a 1.1. Entre as novidades, compatibilidade com Python 2.6, maior conformidade com o padrão WSGI e o suporte a rebase através de uma extensão. Mais informações nas Notas de Lançamento.
- A ferramenta de buscas de código do google, o codesearch, ganhou suporte a repositórios no git e no mercurial no último dia 09. Agora é possível procurar lá coisas como do Mozilla, JDK e NetBeans, que são três softwares cujo repositório de código é gerenciado pelo mercurial. Mais no Blog do Google Code.
- O tópico do fórum do ohloh pedindo suporte ao mercurial é sempre movimentado. Nessa semana, começou um movimento espontâneo dos usuários, dizendo que fariam doações para que o mercurial fosse logo suportado pelo ohloh. Para a alegria dos usuários, Robin Luckey (um dos desenvolvedores do ohloh) apareceu na thread dizendo que nas próximas semanas ele vai trabalhar no código do ohloh para que o suporte a novos sistemas de controle de versão sejam adicionados de forma mais transparente.
Boas notícias para quem usa o mercurial para gerenciar seus códigos fonte!
Dr. Project
Link: https://www.drproject.org/
Apesar da recente popularização de sistemas de controles de versão distribuídos como o git ou o mercurial, o svn ainda é a ferramenta mais popular para controle de versões. E junto com ele, quase sempre está o trac, que adiciona ao repositório um wiki, tickets e outras ferramentas para gerenciar o desenvolvimento.
Porém, a maior questão dos usuários com o trac é ter de subir uma instalação do trac para cada repositório. Não é uma tarefa muito difícil, mas convenhamos, podia ser mais fácil.
Pensando nisso, a Universidade de Toronto fez um fork do trac, adicionando a capacidade de múltiplos projetos. Entre as facilidades oferecidas, podemos citar, por exemplo, que criar um projeto no DrProject já cria o respectivo repositório.
Comparação
O DrProject era originalmente um fork do portal open source leve chamado Trac. Essa é a comparação dos dois hoje:
| DrProject | Trac | |
| Múltiplos projetos por portal | sim | não |
| Listas de e-mails integradas | sim | não |
| Controle de Acesso baseado em Roles | sim | não |
| Contas de Usuários externas | sim | por plugins de terceiros |
| Camada de banco de dados | Elixir/SQLAlchemy | SQL manual |
| Navegador de repositório Subversion | sim | sim |
| Support a Perforce, BZR, etc. | não | por plugins de terceiros |
| Busca Cross-Component | sim | sim |
| Administração baseada em Web | sim | parcial |
| Sintaxe do Wiki | Markdown | custom |
| Milestones | Sim | Sim |
| Tagging | yes | by third-party plugin |
| Remote Scripting API | yes | no |
| Client-Side Javascript | Dojo | handwritten Javascript |
| RSS Feeds | yes | yes |
| Custom Ticket Views | no | yes |
| Integração ao Eclipse | não | por plugins de terceiros |
Segundo Jeff Balogh, o trunk dele é estável, com o desenvolvimento feito nos branches.
O projeto foi originalmente desenvolvido para uso no ensino. Numa troca de e-mail rápida com os desenvolvedores, perguntei no que isso se fazia presente no projeto. David Wolever me disse que o sistema de permissões é um reflexo disso, já que num projeto open source o acesso ao código não precisa ser restrito. Greg Wilson me falou a respeito das listas de e-mail integradas, e das operações em lote, como criar vários projetos com nomes sequenciais - que são úteis dentro de um ambiente de ensino.
A instalação do projeto foi parecida com a do trac, com a exceção que o DrProject espera que os repositórios estejam dentro dele, já que ele os administra. Numa tentativa de atualização, o meu banco de dados (sqlite) teve algum problema, mas logo depois o problema desapareceu. Sinais de que o projeto ainda tem muito o que andar, mas é uma boa pedida pra adicionar na lista de coisas a testar.
Micro Tutorial de Mercurial
Creio que a primeira vez que li algo sobre controle de versão distribuído foi no blog do Thiago Arrais . Até falei sobre isso um tempo atrás .
Eu comecei a utilizar o mercurial. Daí, até descobrir o assembla, foi um pulo. Pensei em fazer um tutorial sobre o mercurial, mas sempre esbarrei na preguiça.
Então, veio a comunidade rails, com seu discurso de três letras: git, git, git! O Fábio Akita publicou um micro tutorial de git, e eu resolvi segui-lo, traduzindo os comandos para o mercurial.
Pra começar a história: nem todas as opções que o git suporta são suportadas pelo mercurial. Algumas são tratáveis pelo uso de extensões, outras estão planejadas para serem adicionadas no futuro.
Para começar, após instalar o mercurial, vamos fazer uma configuração básica e habilitar os plugins necessários. O arquivo é o .hgrc, no $HOME do usuário.
record=
shelve=/home/digo/shelve.py
transplant=
[ui]
username = Walter Cruz <waltercruz@gmail.com>
ignore = ~/.hgignore
e o artigo .hgignore, que configura quais são os padrões de arquivos a serem ignorados.
syntax: glob
*.elc
*.pyc
*~
.*.swp
# switch to regexp syntax.
syntax: regexp
^\.pc/
Isso feito, vamos partir para a nossa exploração. Acompanhem junto com o artigo original do Akita. Nem tudo se traduz numa equivalência 100%, e tenho algumas considerações a fazer no final:
Clone da suíte de testes dos microformats
requesting all changes
adding changesets
adding manifests
adding file changes
added 359 changesets with 1249 changes to 384 files
updating working directory
223 files updated, 0 files merged, 0 files removed, 0 files unresolved
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg branches
default 358:302778d2f672
Manipulando Branches Locais
marked working directory as branch working
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg ci -m working
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg branch
working
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg branches
working 359:e2d6b4522602
default 358:302778d2f672 (inactive)
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg status
M README.web
M TODO
? walter.txt
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg add
adding walter.txt
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg ci -m "Primeiro commit"
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg branches
working 359:445e4b41d270
default 358:302778d2f672 (inactive)
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg update -C default
2 files updated, 0 files merged, 1 files removed, 0 files unresolved
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg branch meufix
marked working directory as branch meufix
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg ci -m meufix
created new head
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg ci -m "minha correcao"
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg branch
meufix
Merges Triviais
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg update -C default 1 files updated, 0 files merged, 0 files removed, 0 files unresolved digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg merge meufix 1 files updated, 0 files merged, 0 files removed, 0 files unresolved (branch merge, don't forget to commit) digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg update -C working 3 files updated, 0 files merged, 0 files removed, 0 files unresolved
Merge vs Rebase
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg transplant default
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg unshelve
unshelve completed
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg status
M Rakefile
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg ci -m "mais um commit"
Reusando e Resincronizando seus Repositórios
digo@ubuntu:~/devel$ hg clone microformats_tests/ mf_tests
updating working directory
223 files updated, 0 files merged, 0 files removed, 0 files unresolved
digo@ubuntu:~/devel/mf_tests$ hg status
M TODO
digo@ubuntu:~/devel/mf_tests$ hg ci -m "modificacao no projeto"
digo@ubuntu:~/devel/mf_tests$ hg push
pushing to /home/digo/devel/microformats_tests
searching for changes
adding changesets
adding manifests
adding file changes
added 1 changesets with 1 changes to 1 files
digo@ubuntu:~/devel/mf_tests$ cd ../microformats_tests/
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg update -C default
3 files updated, 0 files merged, 1 files removed, 0 files unresolved
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg update -C working
4 files updated, 0 files merged, 0 files removed, 0 files unresolved
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg ci -A -m "Novo arquivo"
adding todo
removing TODO
Renomeando arquivos
3 files updated, 0 files merged, 2 files removed, 0 files unresolved
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg update -C working
4 files updated, 0 files merged, 1 files removed, 0 files unresolved
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg mv Rakefile rakefile
conteúdo do rakefile (branch working):
# a rakefile for working with these microformats test files. Maintained by ryan king <ryan@theryanking.com>.
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg update -C default
3 files updated, 0 files merged, 3 files removed, 0 files unresolved
conteúdo do rakefile (branch default):
# a rakefile for working with these microformats test files. Maintained by ryan king <ryan@theryanking.com>. # tutorial mercurial
digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg merge working abort: outstanding uncommitted changes digo@ubuntu:~/devel/microformats_tests$ hg merge -f working 3 files updated, 1 files merged, 0 files removed, 0 files unresolved (branch merge, don't forget to commit)
conteúdo após merge:
# a rakefile for working with these microformats test files. Maintained by ryan king <ryan@theryanking.com>.
# tutorial mercurial
Considerações:
Finda a jornada, alguns pontos:
- Atualmente o git oferece mais opções que o mercurial. O stash é bacana, e a adição iterativa de arquivos é interessante também. Algumas dessas coisas puderam ser resolvidas pelo uso de extensões, mas ainda assim não trazem uma equivalência total. Por exemplo, no mercurial, não é possível remover um branch.
- Eu gosto dos comandos do mercurial
- A principal diferença em relação ao git está na área dos branches. - Gostaria de ler em algum lugar sobre as diferenças internas de implementação entre ambos.
- Não sei ainda qual é o padrão para trabalhar com um repositório mercurial sincronizando com um subversion. O que tenho feito até agora é migrar meus antigos repositórios.
- Eu não gosto de CVS (Sim, o artigo não tem nada a ver com CVS, mas o código do b2evolution está no CVS, e eu tenho de usá-lo de vez em quando).
- O git pode ser publicado na web usando o gitweb. O mercurial pode ser publicado facilmente na web também.
- Gostei do mercurial me avisar ao tentar fazer um merge sem ter comitado as coisas antes.
- Atualmente, me parece que o git tem coisas que o mercurial não tem. Não sei do inverso.
Enquanto eu escrevia esse texto, o Akita publicou uma entrevista com Chris Wanstrath com uma frase interessante: "As far as other solutions go, it’s Rails vs Django all over again. If you use Mercurial, that’s fine. The two are so similar (yes, Git does work great on Windows) that as long as people move to distributed source control, it’s still a win."
Sobre a questão de hospedagem para mercurial, eu sugiro uma olhada no assembla.
Links:
- http://www.selenic.com/pipermail/mercurial/2008-January/016579.html
- http://www.selenic.com/mercurial/wiki/index.cgi/ShelveExtension
- http://www.nabble.com/-ANN--shelve-extension-tt12696573.html#a12696573
- Removendo branches: http://www.selenic.com/mercurial/wiki/index.cgi/PruningDeadBranches
- http://www.selenic.com/mercurial/wiki/index.cgi/BranchPlan
Espertinho esse paster não?
walter@walter:~/devel/python/pylons_projects/artigos$ paster controller falchemy
Creating /home/walter/devel/python/pylons_projects/artigos/artigos/controllers/falchemy.py
Running svn add /home/walter/devel/python/pylons_projects/artigos/artigos/controllers/falchemy.py
Creating /home/walter/devel/python/pylons_projects/artigos/artigos/tests/functional/test_falchemy.py
Running svn add /home/walter/devel/python/pylons_projects/artigos/artigos/tests/functional/test_falchemy.py
Ao criar um controlador em uma pasta que estava num repositório svn, ele já adicionou o controller ao repositório 
